terça-feira, 26 de julho de 2011

Instigado por uma reflexão, talvez trivial e inocente, de encontrar um pouco de bom senso por aí...

   Pelo olhar àquilo que interessa

   Tenho algum receio de parecer tiete de doidona convicta, embora não seja um crítico cultural ou moral, hoje importa mais aos meios de comunicação os escândalos. "Descobri o ovo de Colombo?!", mas é claro que não. A morte de Amy Winehouse é mais interessante por suas estripulias com drogas de diversos naypes, pois a vida artística da artista pouco importou. Claro que os moralistas destacarão que a cantora se entregou e que o fez por faltar uma família bem constituída, por faltar amor, por faltar religião entre outras coisas do gênero. Ademais a cantora não foi um bom exemplo pra juventude... Ora vão se catar!
    Não entro nessa seara. Não sou do ramo da autoajuda, portanto não dou conselhos de tal natureza, porque enfim isso é particular e inserido no íntimo de cada um e na família que deu "sorte" de nascer. E ainda, mesmo entendento o que os moralistas de plantão diriam que a artista era um ente público e passava uma imagem negativa, insisto que a formação de cada pessoa pertence à própria família, e se a educação de casa for boa tais "exemplos" seriam desnecessários. Vários programas vespertinos da televisão brasileira perderiam a sua função como produtos de assepsia moral.


   Outros artistas também de destaque morreram jovens há anos, como Jimi Hendriz, Janis Joplin, Jim Morrisson, Renato Russo, Raul Seixas, Curt Cobain, entre outros. Contudo à época não vivíamos um reality show mundial, ao passo que, mesmo com os exageros dos artistas - que são seres exagerados por natureza - o que sobressaia era o trabalho de cada um.
    Hoje o que se destaca é o escândalo. Tio meu confessou-me que só ouviu músicas da cantora inglesa depois de sua morte, porque antes pouco destaque se dava ao trabalho artístico dela. Entretanto não quero aqui, e me desautorizo antes de qualquer bronca alheia, a dizer que a ética e a moral deixaram de ser importantes e tampouco a discussão disso pode ser deixado de lado, pois há hora e local para cada coisa. Mas tenho uma nesga de esperança no bom senso das pessoas, ainda que seja difícil mantê-la em tempos tão confusos e de gente que gosta de crer no fim dos tempos. Enfim, é o fim da picada!

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